abr 20 2009

Campeão Taça Rio 2009

Salve Rubro-Negros de todo o planeta !
Parabéns por mais esta festa e por mais este título!

Mais uma decisão contra o Foguinho, mais uma taça pra Gávea. Tudo bem, que essa taça não é lá grandes coisas, mas nos garantimos a decisão contra eles.

Eles falaram, fizeram campanhas, fizeram de tudo, mas no final, foi tudo como de costume e a torcida do Mengão massacrou a torcida deles no maraca.
Eles, nem a Arquibancada amarela conseguiram lotar … Uma vergonha !

Agora são 2 jogos para levarmos o quinto Tricampeonato Carioca.

Flamengo Campeão da Taça Rio 2009

Flamengo Campeão da Taça Rio 2009

Veja no link abaixo a galeria de fotos do jogo de ontem entre Flamengo x Botafogo no maraca.
http://www.eusouflamengo.com/fotos-taca-rio-2009.php

Rumo ao TRI !!!

Saudações Rubro-Negras,
Equipe Eu sou Flamengo !
www.eusouflamengo.com


abr 15 2009

Maraca lotado domingo

Bom dia Rubro-Negros de todas as partes do planeta.

Ontem, primeiro dia de vendas dos ingressos para grande final da Taça Rio entre Flamengo x Botafogo, foram vendidos um total de 40 mil ingressos.

A torcida do foguinho, está fazendo uma campanha ridícula para chamar seus torcedores ao estádio domingo na final contra o Mengão.
Um time que se diz grande como o Botafogo, que pode ser Campeão Carioca no domingo, precisa realizar uma campanha implorando a sua torcida para ir ao maracanã empurrar o time ?

Ontem nos jornais, estavam dizendo que a tal campanha do foguinho estava dando resultado. Como assim estava dando resultado ? Só porque em General Severiano tinha um fila monstra, quer dizer que todos na fila eram botafoguenses ? Lógico que não.
Sem dúvida nenhuma 80% daquela fila era formada de torcedores do Flamengo. E domingão iremos comprovar que a torcida do Botafogo não existe mesmo.

Flamengo lota o maracanã em qualquer jogo. pode ser Flamengo x Cabofriense pela 2ª rodada. Sempre estaremos presentes !

Maior torcida do planeta

Maior torcida do planeta

Mengão rumo ao Tricarioca 2007-2008-2009

Saudações Rubro-Negras da Equipe
www.eusouflamengo.com


nov 27 2008

A carta de um tricolor

Salve galera do Blog Eu sou Flamengo.
Vou postar um texto que é conhecido como a carta de um tricolor.

Sei que muita gente já leu esse maravilhoso texto. Mas sei que muita gente ainda não leu. O jogo citado no texto abaixo, é do Fla x Flu de 2004, quando Felipe e Roger (guerreiro) acabaram com o jogo e vencemos por 4×3, depois de estar perdendo por 3×1.
Se voce ainda não leu, leia, vale a pena.

“Foi dose. Nós fomos até lá. Estávamos lá dentro, naquele calor infernal. Ontem o meu filho Daniel começou a descobrir que existem duas coisas nesse mundo. Uma, é o futebol. A outra, é o Fla-Flu. Descobriu que esse adversário odiado é mais do que um simples time de futebol. É um time de futebol seguido por uma horda de loucos fanáticos, que se agrupam e fazem gol. Entram em campo e fazem gol. Fazem o segundo, o do empate e o da virada.

Numa única tacada ele descobriu o medo e o respeito que se deve ter dessa instituição e desse jogo, clássico de apelido garboso, colorido interminável e lotado de almas fanáticas. É coisa para gente grande. É jogo para quem tem o coração tingido dessas cores. De grená, verde, preto, vermelho e do branco que acompanha esse arco-íris. O ar que se respira no estádio é diferente, a atmosfera é diferente. Tudo muda quando você chega na Praça da Bandeira ou cruza a Zona da Leopoldina em direção àquela maçaroca de concreto. Um aglomerado velho e obsoleto, sem conforto ou segurança. Mas que vicia. Nos deixa dependentes dele e de seus mistérios e dogmas. É. O Maracanã tem dogmas. E não são poucos. São sérios o suficiente para fazerem de seus jogos eternos eventos com ares de seita. Com rituais próprios, cânticos específicos, liturgia. E consagração. Lá a gente aprende desde cedo que o jogo só termina quando acaba (it is not over until it is over, dizia o astro do baseball, Yogi Berra). E eu andava meio esquecido disso. Logo na chegada, quando descíamos o Oduvaldo Cozzi a pé, com o calor escorchante se despregando do asfalto, eu senti a atmosfera oblíqua.

Olhei pelo viaduto abaixo, me desviando de cambistas e flanelas, e enxerguei o capitão Belini erguendo a taça. Sempre cercado pelo burburinho da esperança. A meia hora do pontapé inicial, cada um nós se aproxima do portão com esperança saltando pelos poros. O menino de sete anos beijava o seu cordão sagrado, com a camisinha tricolor dependurada num barbante preto sebento. Olhávamos um tumulto nas bilheterias e a Raça Rubro Negra chegando pelo lado da Radial Oeste. Gente por todos cantos. O gesto dos punhos cerrados e cruzados ao alto e o prenúncio de arrastão. Esse é o grande contraste dessa minha vida de pequeno burguês. Pequeno burguês até na escolha do time de coração. Time que provoca engarrafamento no Rebouças, quando enche o Mario Filho, e fila nos restaurantes da Zona Sul depois dos seus jogos.

É só nesse dia de Fla-Flu que eu enxergo o contraste que existe entre as patricinhas sem sutiã da torcida tricolor e a tropa de marginais guerreiros da Raça Rubro Negra e da Torcida Jovem. Um abismo social. Do ambiente de clubinho direto para a vida-como-ela-é. Um pânico de mais de trinta anos. A língua incha dentro da boca e o medo me surrupia a nesga de esperança. A baixa-estima da elite quando se perde em meio ao nada. Ir a esse clássico é estar perdido no meio do nada. Subir a rampa nos Fla-Flus é sempre um constrangimento. Um exercício de mau gosto. Mudar de lado por ser menos numeroso. Por ter sido invadido em priscas eras, quando tomaram nosso lugar à força e nos mandaram para o lado direito das cabines de rádio. Explicar para um menino o porquê de naquele dia - só naquele dia, em mais nenhum outro - ter que virar para a esquerda, no sentido horário, é sempre uma pequena revolta. Ter que ver o jogo sentando naquelas faixas de concreto que abrigam bundas vascaínas é falta de higiene. Um desgosto que me acompanha desde criança, quando fui rampa acima ver o meu primeiro Fla-Flu, em 1977 (1×1).

Ontem, os deuses desse jogo se alojaram naquelas arquibancadas desde cedo. Pintaram e bordaram com as duas nações. Com 19 minutos do segundo tempo eu estava trepado na divisória entre as cadeiras amarelas e as brancas (o módulo central, que mistura as duas torcidas), fazendo o sinal de acabou com os braços, chamando um cara do outro lado de corno e entoando o famoso “ela, ela, ela, silêncio na favela”. Era o terceiro gol do gigante Rodolfo. Doze minutos depois, a favela vinha abaixo com seus gritos de guerra. E eu descia a rampa em ritmo acelerado, com um nó na garganta, cumprimentava o grande Belini e entrava no primeiro táxi que vi pela frente. O menino pedia para ficar. Se lembrava de um jogo com o Santos em que saímos 1 minuto antes e o time cavou um empate fantasma aos 48 do segundo tempo. Eu olhava fixo para a Avenida Maracanã de dentro daquele Santana velho. O taxista insistia em dizer que achava o estádio muito perigoso e que não gostava de futebol. Mas pedia detalhes do jogo e mantinha diálogo com a frustração escancarada do meu pequeno Daniel. Eu nunca tive medo dessa trupe. Nunca mesmo. Mas que é diferente, é. Os outros sempre foram fregueses. Sempre foram engolidos. Mas esses não. Peguei os piores momentos da história desse jogo, quando tínhamos que ir a campo ver Artur Antunes, Leovegildo, Leandro, Tita & Cia. Chegamos a enfrentar isso aí com times absolutamente medíocres, de zezés, galaxes e robertinhos. E eu nunca tive medo.

Mas sempre existiu uma coisa que me deixa perambulando entre o mistério e o pânico. Aliás, não é “coisa” coisa nenhuma. É metafísica. É o Sobrenatural de que tratava Nélson. É perturbante. É aquela massa uniforme pulando do outro lado. 23 minutos, 1×3, e eles não paravam de pular; ninguém saía do seu aperto; ninguém ia embora. Eles nunca vão embora. Eles nunca arredam o pé. Eles não se sentam, não param de gritar. Eles não sossegam. Me perseguem, me sufocam, me habitam os pesadelos e me causam pânico. Quando eu olho para o outro lado é isso que eu sinto. Eles acreditam mais do que os outros. Mais do que eu e todos os outros juntos. E disso, meus caros, eu me borro de medo. Eles jogam com 12. E jogar com 12 deveria ser proibido. Deixar Felipe andando de um lado para o outro, desfilando o seu repertório de categoria e classe, foi uma imprudência. E o jogo foi um jogo para a história. Dentro do táxi, uma frase de uma criança de sete anos ficou estalada no meu tímpano: “papai, eu tenho nojo deles”. Eu também tenho. É só o que posso dizer hoje. Mas se não fossem eles essa mágica não existiria.”

Cláudio Lambert (Tricolor)

Saudações Rubro-Negras,
Equipe Eu sou Flamengo