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mai 27 2011

Dez anos do Gol do Pet

Sérvio corre para comemorar o gol do Tri

Onde você estava e o que fazia na tarde do dia 27 de maio de 2001? A frase utilizada para marcar ocasiões históricas serve bem para este momento. Há exatamente 10 anos, o sérvio Dejan Petkovic escreveu seu nome na história do Flamengo com um golaço de falta. E não foi só um golzinho qualquer. A cobrança perfeita no ângulo esquerdo da meta vascaína de Hélton garantiu o Campeonato Carioca daquele ano e o quarto Tricampeonato da Gávea. A conquista emocionou, marcou e encantou uma geração de rubro-negros. Só quem viveu sabe.

Era o terceiro confronto Flamengo x Vasco no intervalo de 14 dias. No primeiro, 13 de maio, os times se enfrentaram com o Vasco já campeão da Taça Rio e classificado para a final. O Flamengo havia vencido a Taça Guanabara em cima do Fluminense em uma histórica cobrança de pênaltis, com gol espírita do lateral-esquerdo Cássio sobre o tricolor Murilo. Foi 0 x 0 este jogo. Serviu também para colocar reservas e algumas promessas em atividade. O jovem Nélio era o destaque da época.

Já em 20 de maio aconteceu o primeiro jogo da final do Carioca. É bom lembrar que o Vasco tinha um timaço, que havia sido campeão brasileiro e da Mercosul no ano anterior. Ganhar de rivais assim valoriza ainda mais o título. Mas não foi isso que aconteceu nessa partida. O time da Cruz de Malta saiu na frente da decisão e ganhou por 2 x 1. O gol rubro-negro foi de Pet.

Então, na finalíssima de 27 de maio, o Flamengo entrava mais uma vez em desvantagem e precisava vencer por dois gols de diferença. Na final é que o time se supera e faz de tudo para conseguir o almejado caneco. Em um primeiro tempo tenso, deu 1 x 1 no placar, com gols de Edílson, de pênalti, e do vascaíno Juninho Paulista empatando. No início da segunda etapa, o Capetinha fez de cabeça o segundo gol, que colocava o Flamengo novamente na frente e fazia dele o artilheiro do Carioca com 16 gols. Após muita pressão, uma falta cometida por Fabiano Eller em Edílson era a grande chance de gol.

Aos 43, dez anos do Gol de Pet

Era longe, distante mesmo. Era o tipo de cobrança para quem gosta de chutar forte, como o atual meia Renato Abreu. Mas Petkovic pegou a bola e sabia que era a sua grande chance. A Nação sabia. Zagallo rezava. Aos vascaínos só restava secar. Magistralmente e iluminado pela mesma camisa 10 de Zico, a batida de longe não foi com força, mas como todo o carinho necessário para ir ao gol adversário. Não foi falha de Hélton, que se tornou um grande goleiro do Porto. Foi gol, foi mágica, foi Pet. A comemoração que rendeu algumas dores lombares ao sérvio demonstra o momento. Era se jogar, se lançar aos braços do povo.

Naquela hora nem vi a comemoração. Sai gritando ao ponto de me debruçar na janela da sala da minha casa, no 2° andar. Foi uma verdadeira catarse. Uma explosão de alegria. Flamengo campeão, Flamengo Tricampeão, Vasco Vice, Pet Eterno. Dedico este texto ao meu falecido tio Antônio que via o jogo comigo naquele dia e ainda levou ao Centro de Petrópolis para ver a festa rubro-negra.  Foi a minha maior emoção no futebol.

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mai 24 2011

Melhor estreia desde 1977

Abaixo segue a lista das estreias do Flamengo no Campeonato Brasileiro desde 1977. Naquele ano, o Flamengo fez 5 x 0 no Vitória, com dois gols de Zico, outros dois de Toninho Baiano e o baixinho Osni fechando a conta. A lista divulgada no fim de semana pelo site oficial do clube continha alguns erros, agora corrigidos.

1977 – Flamengo 5 x 0 Vitória (18/10/77)

Gols – Zico (2), Toninho Baiano (2), Osni

1978 – Flamengo 1 x 0 Fluminense (26/03/78)

Gol – Luís Paulo

1979 – Flamengo 3 x 0 XV de Piracicaba (8/11/79)

Gols – Cláudio Adão (2) e Almeida (contra)

1980 – Santos 0 x 1 Flamengo (24/02/80)

Gol – Zico

1981 – Flamengo 0 x 0 Santos (18/01/81)

1982 – Flamengo 3 x 2 São Paulo (20/01/82)

Gols – Zico (2) e Andrade

1983 – Flamengo 2 x 0 Santos (23/01/83)

Gols – Zico e Baltazar

1984 – Flamengo 1 x 0 Palmeiras (28/01/84)

Gol – Tita

1985 – Atlético-MG 1 x 1 Flamengo (27/01/85)

Gol – Marquinho

1986 – Flamengo 4 x 1 Paysandu (2/09/86)

Gols – Mozer (2), Júlio César e Aldair

1987 – Flamengo 0 x 2 São Paulo (13/09/87)
1988 – Vasco 1 x 0 Flamengo (4/09/88)
1989 – Flamengo 0 x 0 Atlético-MG (7/09/89)
1990 – Bahia 1 x 0 Flamengo (29/08/90)
1991 – Atlético-PR 3 x 0 Flamengo (3/02/91)

1992 – Bahia 1 x 1 Flamengo (29/01/92)

Gol – Gaúcho

1993 – Bahia 1 x 1 Flamengo (7/09/93)

Gol – Casagrande

1994 – Sport 1 x 1 Flamengo (13/08/94)

Gol – Nélio

1995 – Flamengo 2 x 1 Bragantino (27/08/95)

Gols – Edmundo e Romário

1996 – Flamengo 2 x 1 Atlético-MG (8/08/96)

Gols – Marques e Ronaldo (contra)

1997 – Flamengo 2 x 3 Santos (6/07/97)

Gols – Lúcio (2)

1998 – Flamengo 1 x 1 Botafogo (26/07/98)

Gol – Marcos Assunção

1999 – Flamengo 1 x 0 Ponte Preta (25/07/99)

Gol – Rodrigo Mendes

2000 – Juventude 1 x 1 Flamengo (30/07/00)

Gol – Juan

2001 – Flamengo 0 x 0 Ponte Preta (1/08/01)
2002 – Internacional 1 x 3 Flamengo (11/08/02)

Gols – Liédson (2) e Felipe Melo

2003 – Flamengo 1 x 1 Coritiba (30/03/03)

Gol – André Bahia

2004 – Grêmio 0 x 0 Flamengo (21/04/04)
2005 – Flamengo 1 x 1 Cruzeiro (23/04/05)

Gol – Júnior Baiano

2006 – São Paulo 1 x 0 Flamengo (16/04/06)
2007 – Flamengo 2 x 4 Palmeiras (13/05/07)

Gols – Claiton e Renato Augusto

2008 – Flamengo 3 x 1 Santos (11/05/08)

Gols – Marcinho, Ibson e Juan

2009 – Cruzeiro 2 x 0 Flamengo (10/05/09)
2010 – Flamengo 1 x 1 São Paulo (9/05/10)

Gol – Dênis Marques

2011 – Flamengo 4 x 0 Avaí (21/05/11)

Gols – Bottinelli, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Diego Maurício

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mai 23 2011

Ótimo começo

Ronaldinho fez um belo e animador gol

O Flamengo teve um ótimo começo de Campeonato Brasileiro, aquele de sonho mesmo. Foi com goleada na estreia do Brasileirão 2011. Mesmo que o Avaí estivesse com um time misto, era obrigação jogar bem e vencer a primeira em casa. E, assim, começar a seguir a cartilha dos pontos corridos. Era um jogo para não desperdiçar os três pontos, e assim foi feito. Melhor ainda que Ronaldinho mostrou um bom futebol. E melhor que isso: demonstrou ainda estar com vontade de jogar bola. Talvez, tenha sido motivado pela merecida convocação do amigo Thiago Neves. Gaúcho ainda quer a Seleção.

O início deste ano remete a 2008. Naquele ano, o Flamengo também iniciou a competição já eliminado de outro certame paralelo (no caso, a fatídica derrota perante o América do México de Cabañas). O primeiro jogo foi num Maracanã de portões fechados, devido a perda de campo de um problema ocorrido ainda em 2007, e vitória sobre o Santos por 3×1. Uma faixa da torcida – “Brasileiro é obrigação” – sabemos que acabou não surtindo efeito no fim do ano. O problema daquela campanha foi a perda de jogadores no meio da campanha. Após um início avassalador (26 pontos em 33 disputados), o time começou a desandar na 12ª rodada perante o Coritiba. Saíram Renato Augusto, Souza e Marcinho, este o artilheiro da temporada. Agora, ao menos, a expectativa é que reforços cheguem para fortalecer o elenco. Se não perder peças… Busca o hepta!

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mai 6 2011

E agora, Vanderlei?

O jogo acabou,

o time apagou,

o encanto sumiu,

o bonde freou,

e agora, Vanderlei?

E agora, você?

Que tem que honrar o nome,

que é experiente,

já não é mais invicto,

e agora, Vanderlei?

Desafios para o técnico multicampeão

Desde a noite de ontem, muita gente disse que a invencibilidade de 26 jogos (a 5ª maior da história rubro-negra) era enganosa. Parece discurso pronto. E é. No início do ano, era só uma coincidência, mas durante a Taça Rio os jogadores fizeram questão de manter a escrita e terminaram como campeões invictos. O que se discute é o time não ter empolgado, não ter feito uma partida convincente. A melhor foi a exibição diante do Horizonte, no Ceará.

Agora, tal qual uma menina que perde a virgindade, o Flamengo não possui mais pureza e inocência. Os seus erros estão mais expostos e Luxemburgo se vê obrigado a trabalhar para fazer um amontoado de jogadores produzirem algo como uma equipe. Rodrigo Alvim, Ronaldinho Gaúcho e Deivid passam a ser mais questionados ainda, devido ao futebol que apresentam. Certos arremedos não possuem mais o selo da vitória e agora é preciso mudar para conquistar uma vitória e a classificação na Copa do Brasil.

Na Semana Negra do Futebol Brasileiro, iniciada com o péssimo desempenho brazuca na Libertadores, o Flamengo foi mais uma vítima. Resta agora, treinar e jogar na próxima quarta.

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mai 2 2011

Vencer é rotina, perder é acaso

“Vinte e cinco jogos invicto. Dizer isso é praticamente dispensar maiores explicações sobre o merecido título rubro-negro” (José Ilan – Globoesporte.com)

Só é marrento quem pode, mesmo sem jogar tanto

Sou um homem de números. Acompanho e atualizo as estatísticas do Flamengo na Flapédia e Wikipédia. E a vitória nos pênaltis ontem é um prato cheio para a análise. Historicamente o Flamengo é superior aos rivais cariocas e atualmente tem sido também. Para nós, a rotina de vencer deve ser comparada ao apetite de Bernardinho do vôlei, sempre querendo vencer a próxima competição. Ser a maior torcida do Brasil, ter os maiores craques vestindo o Manto Sagrado e continuar na dominância do futebol não é fácil. Mas esse é o Flamengo. Quem defendeu os pênaltis ontem? Quem empurrou o time para a sua 5ª maior série invicta da história?

Não sou cego ou apaixonado em demasia para acreditar que tivemos exibições de gala. O confortante é que mesmo jogando assim assim o Flamengo foi campeão. E se encorpar? Se jogadas como aquela do primeiro tempo passarem a ser usuais? Se o Ronaldinho subir de produção? Se o Thiago Neves continuar rendendo bem? Se vierem um lateral-esquerdo e um atacante de bom nível? Aí amigo, Fierro neles. Não o jogador. Tudo ainda hipotético, mas bem plausível.

32° Carioca, 5° Invicto (1915, 1920, 1979, 1996 e 2011), 5ª Maior Série Invicta (2010/11 – 26 jogos, 16 vitórias e 10 empates).

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abr 14 2011

Aproveitem o momento

Muralha, César e Lorran: destaques da base

Luxemburgo tem dado declarações sobre o ótimo momento vivido pelas categorias de base do Flamengo. Ele que atua como um gestor do futebol rubro-negro, não se restringindo somente à função de técnico, tem um planejamento de aproveitar ao máximo a nova safra de jogadores formados na Gávea. As conquistas do Campeonato Carioca Juvenil e da Copa São Paulo de Juniores credenciam os jovens talentos a terem uma chance entre os profissionais. E alguns já conseguiram o feito, como é o caso de Negueba e Lorran. Outro indício de que a geração é boa mesmo é que, neste ano, 10 jogadores já integraram a base da Seleção Brasileira.

Para a disputa do Sul Americano Sub-20, que classificou o Brasil para o Mundial da categoria entre julho e agosto e para as Olimpíadas de Londres, Diego Maurício e Rafael Galhardo foram convocados. Mesmo na reserva, os dois tiveram participação importante. Diego marcou dois gols. A Seleção conquistou ainda o seu 11° título. Na Sub-17, o representante foi Adryan. O meia de apenas 16 anos foi um dos grandes destaques do campeonato e vestiu a histórica camisa 10. Ele marcou 3 gols e ajudou na conquista do 10° título no Sul Americano. Além do Mundial Sub-17 em junho, no México, a competição também classificou para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Ney Franco convocou também César, Muralha e Lorran, todos destaques da Copinha, para disputar um torneio pela Seleção Brasileira Sub-18. Antes do embarque para Barcelona, o selecionado fez um treino contra o Flamengo e levou mais um. O zagueiro Frauches se destacou na atividade e entrou na vaga de um jogador lesionado. Os quatro atletas fazem do Flamengo o time com o maior número de participantes. No Sub-15, Lincon, Caio Rangel e Cafu também estiveram presentes.

Além de todos estes jogadores, jovens valores como o lateral-esquerdo Anderson, o meia-atacante Rafinha e o zagueiro Marllon são algumas das apostas para os próximos anos. A torcida agora é que todos possam ter a oportunidade de mostrar o seu valor em condições favoráveis. Colocar um atleta no fogo pode queimá-lo para o resto da carreira. O bom momento da equipe de Luxa favorece esse processo.

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abr 12 2011

Até a literatura se curva diante do Flamengo

O maior poeta da crônica esportiva: Nelson Rodrigues

Ainda no clima da visita de Patrícia Amorim, Vanderlei Luxemburgo, Ronaldinho e dirigentes à Academia Brasileira de Letras para almoço comemorativo aos 110 anos de nascimento do grande escritor rubro-negro José Lins do Rego, aproveito pra utilizar um dos mais significativos textos escritos sobre a força do Manto Sagrado. E olha que o cara era um tricolor histórico. É uma crônica do “Anjo Pornográfico”, Nélson Rodrigues, publicada no Jornal dos Sports.

O Flamengo de 1911

“Corria o ano de 1911. Vejam vocês: — 1911! O bigode do kaiser estava, então, em plena vigência; Mata-Hari, com um seio só, ateava paixões e suicídios; e as mulheres, aqui e alhures, usavam umas ancas imensas e intransportáveis. Aliás, diga-se de passagem: — é impossível não ter uma funda nostalgia dos quadris anteriores à Primeira Grande Guerra. Uma menina de catorze anos para atravessar uma porta tinha que se pôr de perfil. Con¬venhamos: — grande época! grande época!

Pois bem. Foi em 1911, tempo dos cabelos compridos e dos espartilhos, das valsas em primeira audição e do busto uni lateral de Mata-Hari, que nasceu o Flamengo. Em tempo retifico: — nasceu a seção terrestre do Flamengo. De fato, o clube de regatas já existia, já começava a tecer a sua camoniana tradi-ção náutica. Em 1911, aconteceu uma briga no Fluminense. Discute daqui, dali, e é possível que tenha havido tapa, nome feio, o diabo. Conclusão: — cindiu-se o Fluminense e a dissidência, ainda esbravejante, ainda ululante, foi fundar, no Flamengo de regatas, o Flamengo de futebol.

Naquele tempo tudo era diferente. Por exemplo: — a torcida tinha uma ênfase, uma grandiloqüência de ópera. E acontecia esta coisa sublime: — quando havia um gol, as mulheres rolavam em ataques. Eis o que empobrece liricamente o futebol atual: — a inexistência do histerismo feminino. Difícil, muito difícil, achar-se uma torcedora histérica. Por sua vez, os homens torciam como espanhóis de anedota. E os jogadores? Ah, os jogadores! A bola tinha uma importância relativa ou nula. Quantas vezes o craque esquecia a pelota e saía em frente, ceifando, dizimando, assassinando canelas, rins, tórax e baços adversários? Hoje, o homem está muito desvirilizado e já não aceita a ferocidade dos velhos tempos. Mas raciocinemos: — em 1911, ninguém bebia um copo d’água sem paixão.

Passou-se. E o Flamengo joga, hoje, com a mesma alma de 1911. Admite, é claro, as convenções disciplinares que o futebol moderno exige. Mas o comportamento interior, a gana, a garra, o élan são perfeitamente inatuais. Essa fixação no tempo explica a tremenda força rubro-negra. Note-se: — não se trata de um fenômeno apenas do jogador. Mas do torcedor também. Aliás, time e torcida completam-se numa integração definitiva. O adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado.

Também é de 1911, da mentalidade anterior à Primeira Grande Guerra, o amor às cores do clube. Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo, a camisa é tudo. Já têm acontecido várias vezes o seguinte: — quando o time não dá nada, a camisa é içada, des¬fraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas tremem então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no ar co. E, diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável.”

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abr 11 2011

Tropa de Elite osso duro de roer

Com os dois de ontem, Thiago Neves é o artilheiro no ano: 6 gols

Ontem o Flamengo conquistou mais uma vitória, a 15ª na temporada. A atual série invicta do Rubro-Negro da Gávea é de 21 jogos: 15 vitórias e 6 empates. A última derrota foi há 4 meses, pelo Campeonato Brasileiro: Flamengo 1 x 2 Cruzeiro, no dia 28/11/2010, pela 37ª rodada. Confesso que estou torcendo para o Coritiba perder logo e ficarmos como o único grande time invicto de 2011. A série do Coxa já é de 23 jogos.

Como complemento deste post, cito aqui a pesquisa feita pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho, a quem muito admiro. Ele aponta esta série como a nona maior da história do Flamengo. Saudações Rubro – Negras!

Flamengo sem derrota

1. 52 jogos (1978 a 1979) – 43 vitórias, 9 empates

2. 31 jogos (1977) – 20 vitórias, 11 empates

3. 29 jogos (1976) – 22 vitórias, 7 empates

4. 28 jogos (1996) – 20 vitórias, 8 empates

5. 25 jogos (1924/25) – 22 vitórias, 3 empates

6. 24 jogos (1954) – 24 vitórias, 4 empates

7. 23 jogos (1942 a 1943) – 19 vitórias, 4 empates

8. 22 jogos (1932) – 17 vitórias, 5 empates

9. 21 jogos (2011) – 15 vitórias, 6 empates

Os invictos na história do futebol brasileiro

1 – Botafogo (52 jogos, entre 1977/78)

1 – Flamengo (52 jogos, entre 1978/79)

3 – Desportiva-ES (51 jogos, entre 1967/68)

4 – Bahia (48 jogos, em 1982)

4 – Grêmio (48 jogos, entre 1931/33)

4 – Santa Cruz (48 jogos, entre 1978/79)

7 – São Paulo (46 jogos, em 1975)

8 – Grêmio (42 jogos, em 1981)

9 – Sport (40 jogos, em 1960)

10 – Internacional (39 jogos, em 1984)

11 – Botafogo (38 jogos, entre 1960/61)

11 – Internacional (38 jogos, em 1975)

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abr 9 2011

Luxa nas alturas

Vanderlei comemora o fato de poder dirigir o time pelo qual torce

O clássico carioca de maior rivalidade dos últimos anos tem mais um capítulo amanhã. E, como sempre, a atenção se volta para os técnicos. Caio Júnior volta ao futebol brasileiro e encara a última equipe que comandou por aqui em 2008. Já Luxemburgo ainda precisa fazer o Flamengo jogar e que Ronaldinho e Thiago Neves possam mostrar o talento em conjunto. Se não perder amanhã, Luxa ultrapassa a última grande sequência de invencibilidade alcançada por Carlinhos em 1999: 20 jogos de fevereiro a maio. O técnico rubro negro já atingiu outra marca: agora ele é o 10º técnico com mais jogos, 128. Segue a lista:

1 – Flávio Costa – 746 jogos – Aproveitamento de 64,1%

2 – Fleitas Solich – 504 – 66,1%

3 – Carlinhos – 313 – 59,7%

4 – Zagallo – 283 – 56,2%

5 – Cláudio Coutinho – 266 – 75,1%

6 – Joubert – 194 – 62,4%

7 – Joel Santana – 169 – 65,3%

8 – Paulo César Carpegiani – 138 – 67,6%

9 – Joaquim Guimarães – 137 – 57,9%

10 – Vanderlei Luxemburgo – 128 – 62,0%

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abr 8 2011

Semana para acabar com as dúvidas

Time se une para orar pelas vítimas do Massacre de Realengo

Nesta semana, O Flamengo foi o único grande que não jogou. O Botafogo, com um novo técnico, passou bem pelo Paraná e avançou na Copa do Brasil. Na mesma competição, o Vasco também está nas oitavas-de-final ao passar, com sufoco, pelo ABC. Já o Fluminense, está praticamente fora da Libertadores, pois precisa agora de uma combinação de resultados pra chegar lá. Enquanto isso, o rubro-negro curtiu uma semana de retiro e intenso treinamento em Atibaia, no interior de São Paulo. Luxemburgo queria aproveitar a última semana cheia antes de jogos decisivos, mas semana que vem será também de descanso.

O objetivo é tentar diminuir as dúvidas que o próprio comandante tem. Na lateral-esquerda, parte da torcida ainda se pergunta pelo motivo de um jovem não ser testado na carente posição. Já que Egídio e Rodrigo Alvim não agradaram, porque não colocar o Anderson ou Jorbison? Ou ainda tentar improvisar o Rafael Galhardo? No ataque, o time deve ir de Deivid no clássico de domingo, enquanto uma melhor opção não chega. A melhor opção, no caso, só deve chegar depois da 15ª rodada do Brasileirão.

Os jogadores vão formando um conjunto e a base já está montada: Felipe, Léo Moura, Welinton, David, Rodrigo Alvim (Egídio), Maldonado, Thiago Neves, Renato, Ronaldinho, Deivid (Wanderley). E porque o Diego Maurício não recebe uma oportunidade?

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