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Tita

Milton Queiroz da Paixão foi um excelente coadjuvante do Flamengo no final dos anos 70 e começo dos anos 80. Jogador moderno para a época, Tita não era de guardar posição. Atuava com qualidade na armação, mas como o espaço no rubro-negro era restrito porque Andrade, Adílio e Zico comandavam o meio-de-campo da ótima equipe da Gávea, Tita atuou diversas vezes improvisado na ponta-direita. E não decepcionou. Após parar com a bola tornou-se treinador. Dirigiu Americano e Vasco da Gama, entre outros. Em setembro de 2008 deixou o clube de São Januário declarando que o clube tinha muitos jogadores sem condições de defender camisa tão gloriosa.

Com Tita vestindo a camisa 7, o Flamengo conquistou vários títulos no final dos anos 70 e no começo dos anos 80. Alguns deles foram: cariocas de 1978, 1979 e 1981, os brasileiros de 1980, 1982 e 1983, a Libertadores da América de 1981 e o Mundial de 1981.

Em 1983, Tita chegou a estar nos planos do Palmeiras, mas acabou se transferindo para o Grêmio, por empréstimo. No Olímpico, Tita manteve a fama de pé-quente e ajudou o Tricolor gaúcho a conquistar a Libertadores da América de 1983. Voltou ao Flamengo no mesmo ano, ficando fora da final do Mundial, em dezembro, quando o Grêmio derrotou o Hamburgo, da Alemanha, com dois gols de Renato Gaúcho.

Com a saída de Zico, negociado com a Udinese (Itália) em 1984, Tita assumiu a camisa 10 do Flamengo, mas em 1985 já estava de volta à capital gaúcha, desta vez para defender o Internacional de Porto Alegre.

Tita chegou com a difícil missão de substituir o uruguaio Ruben Paz, então ídolo da torcida colorado. Boas atuações do meia-atacante fizeram com que o Corinthians demonstrasse grande interesse em sua contratação, mas foi o Vasco que conseguiu tirá-lo do Beira-Rio, em 1987.

Curiosamente, naquele mesmo ano, o Vasco da Gama chegou à final do Campeonato Carioca. A decisão foi contra o time que revelou Tita, o Flamengo. Com um gol do meia, o Vasco da Gama garantiu o Campeonato Carioca e a revista "Placar" colocou a seguinte manchete na capa: "O Títalo é do Vascão".

Flamengo x Madureira, em 1974. Em pé, da esquerda para a direita: Ramon, Gideoni, Cláudio Xuxu, Russo, Armando e Sérgio. Agachados: Rui, Renato, Aloisio Guerreiro, Tita e Lima. Tita em destaque

No final de 1987, Tita aceitou o desafio de defender uma equipe do futebol alemão, o Bayer Leverkusen. Lá, ele conseguiu mais uma vez se destacar e ajudou a equipe alemã a vencer a Copa da Uefa de 1988. Depois atuou no Pescara, modesta equipe da Itália.

Retornou ao Vasco em 1989, ano em que o time de São Januário conquistou o Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, o meia-atacante teve a chance de fazer parte da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1990. Tita foi apenas reserva no time comandado por Lazaroni.

Em 1990, ele seguiu para o futebol mexicano. Defendeu o Puebla até o ano de 1996 e encerrou a carreira de jogador.

Jogos pelo Fla e seleção

Com a camisa rubro-negra (segundo números do "Almanaque do Flamengo", de Roberto Assaf e Clóvis Martins), Tita fez 387 jogos (243 vitórias, 96 empates e 48 derrotas) e marcou 131 gols. Já pela Seleção Brasileira, como mostra o livro "Seleção Brasileira 90 anos", Antônio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, Tita participou de 34 jogos (20 vitórias, 9 empates e 5 derrotas) e marcou seis gols.

Fonte: Milton Neves

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