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"Quem um dia experimentou a emoção de ser Flamengo, nunca mais vai viver outra que se equipare."

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Data: 7/12/2008

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FlamengoEspecial Tricampeão Carioca 2001

Flamengo 3x1 Vasco

Pela terceira vez seguida, Flamengo e Vasco se enfrentaram pela final do Campeonato Carioca, em 2001. Nas duas ocasiões anteriores, o time da Gávea venceu. E, da terceira vez, não foi diferente. Mesmo perdendo a primeira partida por 2x1, o Rubro-Negro foi com tudo pra cima dos rivais cruzmaltinos, e com direito a gol aos 43 minutos do segundo tempo, venceu por 3x1 a finalíssima e conquistou mais um troféu estadual.

O time, comandado pelo técnico Zagallo, chegou à final do Carioca após vencer a Taça Guanabara, em uma decisão histórica, nos pênaltis, contra o arqui-rival Fluminense. No primeiro turno, o Rubro-Negro fez uma grande campanha. Perdeu apenas para o Botafogo, por 1x0, e conquistou o título. Após uma campanha apenas regular na Taça Rio, a equipe se preparou para a grande decisão diante do Vasco, campeão do segundo turno.

time tricampeao de 2001

A mística do grande clássico entrou em campo mais uma vez. No primeiro jogo, Petkovic abriu o placar para o Flamengo, mas os cruzmaltinos viraram o jogo, com Viola e Juninho Paulista. A torcida do time de São Januário, favorito ao título, comemorou muito a vitória. Mas, os rubro-negros não se deixaram abater. Mesmo com a desvantagem, comparecemram em maior número do que os rivais à finalíssima da competição, naquele inesquecível domingem maio de 2001.

Com grandes atuações do goleiro Júlio César e dos jogadores Edílson e Petkovic, o Fla bateu todos os prognósticos, e misturando raça, talento e sorte, conseguiu a vitória, no finalzinho do jogo, dando o quatro tricampeonato estadual do Clube de presente à Nação Rubro-Negra e ao emocionado técnico Zagallo, um dos heróis da conquista.

O Jogo

Um jogo digno de Flamengo e Vasco. Um jogo digno de final de Campeonato Carioca. Esta foi a decisão do Estadual do Rio de Janeiro do ano de 2001. Diante de mais de 60 mil pessoas no Maracanã, o Fla fez o impossível. Não tomou conhecimento do rival e de sua vantagem, e aplicou um 3x1 inesquecível, com dois gols de Edílson, artilheiro do campeonato, e um de falta do maestro Petkovic, imortalizado na história do Clube.

Durante o primeiro tempo, o jogo foi bem agitado. Nervoso e precisando do resultado, o Flamengo pressionava, enquanto o time de São Januário se mandava nos contra-ataques. Logo no início do jogo, Viola poderia ter aberto o placar para o Vasco da Gama, mas Júlio César Soares Espíndola salvou o Fla. Mas, aos 23, quem, de fato, abriu o placar, foi o Flamengo. O lateral-esquerdo Cássio foi derrubado na área. Pênalti. O artilheiro do time do Campeonato, Edílson bateu e marcou. 1x0 para o Rubro-Negro, que precisava de mais um gol para conquistar o título.

No entanto, quem marcou em seguida foi o Vasco. Primeiro com Euller, em gol que foi anulado pelo bandeirinha, devido ao impedimento. Depois, após tanto pressionar, e perder novas chances com Viola e Euller, Juninho Paulista empatou o jogo, após receber passe do atacante Viola, dentro da área. O próprio Juninho poderia ter decidido o jogo. Mas, Júlio César salvou o Fla. De novo. Fim do primeiro tempo, vantagem do Vasco, com o Flamengo precisando de dois gols para ser campeão. Honrando a camisa que vestiam, os jogadores nunca deixaram de acreditar.

Na volta do intervalo, o Flamengo mostrou ao que veio. Empurrado pela torcida, mesmo com o título longe, o Rubro-Negro se superou, e chegou ao segundo gol. Aos 8 minutos, começava a brilhar a estrela de Petkovic. Em bela jogada pela ponta-esquerda, o camisa 10 do Fla deu belo cruzamento para o artilheiro Edílson, o baixinho da vez, já que Romário, do Vasco não jogou, completar de cabeça: 2x1 para a equipe vermelha e preta.

A partir daí, só emoção. Juninho Paulista cobrou falta com perigo e acertou o travessão de Júlio César. Euller chegou a driblar o goleiro em outro lance perigoso a favor dos cruzamaltinos. Mas, ficou sem ângulo, e perdeu a chance. O Vasco era só pressão, mas parava nas mãos do iluminado goleiro rubro-negro. Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, com a torcida vascaína já comemorando o título, veio o momento que não sai da cabeça de quem assistiu àquela decisão.

Gol de falta do pet

Falta para o Flamengo, na entrada da área, em cima de Edílson. Adivinha quem vai bater? É o camisa 10 da Gávea. Música famosa de Jorge Ben, em homenagem a Zico. Não foi bem este camisa 10 da Gávea quem bateu. Foi outro. O sérvio Petkovic. Mas a classe e categoria da cobrança foram as mesmas do Galinho de Quintino, maior ídolo da história do Clube. As imagens não saem da cabeça dos rubro-negros. O lateral-direito Alessandro rezando no banco de reservas. Zagallo segurando uma imagem de São Judas Tadeu. O então técnico vascaíno Joel Santana desesperado no banco. Era um momento decisivo. Caso o Flamengo fizesse o gol, seria tricampeão. Em uma linda coreografia, a torcida rubro-negra passou energia positiva para o time. O árbitro Léo Feldam apitou, Petkovic partiu para a bola, e como se tivesse colocado com a mão, a bola foi parar no fundo das redes, no ângulo esquerdo do goleiro vascaíno Helton. Sem chances, indefensável, indescritível, emocionante. Uma explosão de alegria em vermelho e preto se deu no Maracanã e em todo Brasil.

A partir daí, foi só comemorar. Abrindo o novo século no futebol carioca com um título todo especial. Um tricampeonato na virada do século XX para o século XXI. Um tricampeonato com três conquistas em cima do arqui-rival Vasco. Um tricampeonato com tudo que o torcedor do Flamengo merecia, e da maneira que ele mais gosta: com raça e emoção.

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